segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ela: O que é o amor para você?
Ele: É quando você me chama de otário, besta, lerdo… E logo depois me abraça, dizendo que me ama.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Duas amigas conversam
Amiga 1: Preciso te contar algo.
Amiga 2: O que é? Você parece preocupada, triste…
Amiga 1: Eu estou com Cancêr.
As duas amigas se abraçam por um longo tempo.
Duas semanas depois as duas amigas se reencontram, um delas sabendo que a outra havia tirado todo seu cabelo decide fazer uma surpresa .
Amiga 1: O que houve com o seu cabelo?
Amiga 2: Cortei.
Amiga 1: Você quis dizer, raspou não é ?
Amiga 2: Tanto faz, eu gostei.
Amiga 1: Por que fez isso?
Amiga 2: Porque não ia suportar o olhar das pessoas tendo dó de você na rua, não iria conseguir me sentir bem tendo cabelo enquanto você não tinha nada, porque não seria sua amiga se preferisse meu cabelo a seu bem-estar, simplesmente porque a gente agora vai poder ir no shopping e comprar varias perucas! Já imaginou, nós duas de cabelo Rosa? Não suportaria te ver sofrendo, odiaria te olhar e ver lagrimas ao em vez de um sorriso, nunca me perdoaria se te olhasse nos olhos e pensasse que eu poderia ter feito muito mais, porque iria bater em todos que te encarassem por muito tempo, porque você é mais importante para mim do que eu mesma, eu não conseguiria viver se não tivesse feito isso.
Amiga 1 chorando: Você é realmente louca.
Amiga 2: Eu te amo
Amiga 1: Eu também.
Penso em você apesar de não sentir sua falta e muito menos sua presença. Penso em você porque sinto um vazio, que eu não sei do quê e nem por quê. Revelo, então, mais uma vez, minha estupidez, já que não é você quem vai me salvar e nem muito menos me catapultar pra uma dimensão mais tranquila e menos ansiosa de coisas que não têm nome.
Caio Fernando Abreu
Eu costumava reparar em você, em cada detalhe. Prestar atenção nas pequenas rugas de preocupação que apareciam em seu rosto quando você tinha algum problema, via as mínimas mudanças no seu cabelo quando ia ao cabeleireiro, comentava da barba feita quando vinha me ver. Hoje eu não sei dizer… Não consigo olhar muito tempo para você que minha mente começa a viajar. Ela vai para o meu futuro e depois para o nosso passado. Eu não sei mais dizer se você cortou o cabelo, se fez a barba ou se está preocupado com alguma coisa. Minha vida passou a ser o centro das minhas atenções e não sei quando foi que isso aconteceu. Mas aconteceu.
Você alguma vez já abraçou alguém e apenas desejou que ela não se fosse?
Estar com alguém me faz sentir falta de mim mesma. Sinto falta da minha personalidade, das minhas vontades, dos meus pensamentos. Faz falta minha liberdade de sentir. É que tudo isso é muito novo pra mim; dividir medos. Dividir soluções pros meus medos. Eu nunca fiz isso. Quando alguma coisa tá errada, eu arrumo um jeito de conviver com isso sem atrapalhar ninguém. Mas daí chega você e quer consertar o que está errado. Isso é lindo, mas eu tenho medo de não saber lidar com as coisas do jeito que elas são, fora da realidade que eu criei.
Eu só quero que acabe logo pra virar texto. Só quero que seja o menos doloroso possível, pra mim, pro resto do mundo. Eu me acostumei tanto em ser sozinha que já não sei mais ter alguém. Eu sempre resolvi toda minha dor por dentro, criei métodos de implodir o que me deixa mal. Não quero dividir. É tudo meu. Todo o meu podre é meu e ninguém mais leva. E não faz nada pra tentar me deixar feliz. Eu não quero estar feliz. Eu gosto de reclamar, de me conformar e dizer "tudo bem, eu sou assim". Não diz que eu fico linda assim. Não diz que se adapta ao meu jeito estranho de ser. Eu sei que eu sou chata, mas eu me suporto e me basto. Sozinha.
Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.
A menina que roubava livros